By: Alexandre Cantini | December 13, 2015

Adquiri recentemente (já tem alguns meses, na verdade, mas tenho andado sem tempo) um Raspberry PI 2 para usar como servidor de arquivos e de mídia, com o Plex Media Server. Na teoria, a ideia era ótima: em vez de ter que ligar um note antigo que possuo toda vez que queria o Plex funcionando, ou de deixá-lo ligado para manter os HDDs externos sempre disponíveis na rede local, o minúsculo Raspberry cumpriria a mesma função, consumindo menos energia elétrica e gerando menos ruído.


Só não contava com um problema óbvio: os programas de que necessitaria deveriam ter sido compilados para Linux ARMv7.


Algumas pessoas acham que sou chato porque critico os desenvolvedores de programas proprietários mas, adivinhem quais programas não possuem compilação para o Rasp PI? Exatamente os dois únicos programas proprietários que gostaria de usar: Plex Media Server e Dropbox.


As mesmas pessoas me acham chato porque elogio a comunidade desenvolvedora de programas livres, mas, adivinhem só: a comunidade desenvolveu caminhos para permitir rodar estes dois programas no pequeno PI. O Plex Media Server foi adaptado e, quanto ao Dropbox, é possível gerar uma API no site do desenvolvedor do programa e rodá-lo utilizando o programa livre de nuvem ownCloud.


Hoje, meu Raspberry PI está rodando o Ubuntu-Mate para ARMv7 com dois HDDs externos a ele conectados. Seus arquivos estão disponíveis na rede via servidor Samba, o PI pode ser controlado de outra máquina pois está rodando os servidor VNC Vino, os HDDs funcionam como backup de meus arquivos via ownCloud e Dropbox, e o PLEX distribui minha biblioteca de mída pela rede. Tudo rodando ao mesmo tempo, initerruptamente e sem falhas ou latência.


Por fim, como sou um chato defensor da filosofia colaborativa da comunidade Software Livre, todos os passos seguidos nesta aventura estão descritos em fáceis tutoriais passo a passo aqui mesmo, no Guicolândia. Basta clicar na seção Linux, acima.

Category: Linux 

Tags: Ubuntu, Linux, Tutorial, Raspberry PI 

By: Alexandre Cantini | April 27, 2015

...e não graças à OAB.


A nova versão do LibreOffice, embarcada no Ubuntu 15.04, introduziu a assinatura digital de documentos exportados como PDF. Basta espetar o token no computador, abrir o LibreOffice e exportar o texto como PDF. Na janela que se abre, procure pela aba "Assinaturas digitais" (a última da esquerda para a direita) e clique em "selecionar". Neste momento, seu token será acionado e aparecerá prompt para inserção da senha. Após entrar com a senha, o documento será assinado, sem a necessidade de se utilizar o Assinador Livre, do TJ, que não roda no LInux.


E eis que o circuito está fechado!!!


Já não há mais porque o advogado manter seu computador eternamente vulnerável com o Windows porque não era possível assinar arquivos PDF no Linux.


Para instalar o Token OAB no Ubuntu, siga este tutorial do Guicolandia.

By: Alexandre Cantini | April 23, 2015

Respeitando o cronograma à risca, foi lançada, hoje, a família 15.04 do Ubuntu.


Os seguintes componentes já foram baixados e devidamente preparados no pendrive: Ubuntu, Ubuntu Studio, Ubuntu Mate, Ubuntu Gnome, Lubuntu, Kubuntu e Xubuntu. A instalação, no entanto, vai ficar para depois do feriado...

Category: Linux 

Tags: Ubuntu, Notícias 

By: Alexandre Cantini | March 22, 2015

A digitalização dos procedimentos da Justiça traz a perspectiva de maior celeridade na tramitação dos processos, o que é uma coisa boa. O acesso aos autos digitais agiliza e facilita sua manipulação.

É verdade que a extensa maioria dos advogados utiliza Windows em seus escritórios, o que é incrível, pois é de se supor que as informações contidas em seus computadores sejam sensíveis. Ainda assim, há aqueles poucos que, atentos à importância da segurança telemática, preferem utilizar alguma distribuição Linux.

Ocorre que apenas uma empresa – Valid Certificadora – disponibiliza drivers dos tokens para Linux e, como se isso não bastasse, nenhum Tribunal desenvolveu, até agora, assinadores de documentos que funcionem em sistema operacional diferente do Windows.

Até recentemente, era impossível navegar pelos sites da Justiça usando Linux, porque os tokens não funcionavam neste sistema. Preparei um tutorial para resolver esse problema, usando pacotes livres e a versão para Linux do programa de administração do token, disponibilizado pela Valid Certificadora. Clique aqui para seguí-lo.

Já no que concerne aos assinadores de PDF, por enquanto é necessário utilizar uma gambiarra: é preciso instalar o VMWare Player e, nele, rodar uma máquina virtual do Windows, no qual o token pode ser instalado seguindo o procedimento descrito no site do convênio com a OAB. Em seguida, basta baixar o programa Assinador Livre da página do TJRJ e instalá-lo.

Atenção: uma vez instalada a máquina virtual, faça todo seu trabalho no Linux e apenas a acione para assinar os PDFs, usando o Assinador Livre. Em seguida, retorne ao Linux para peticionar no site do Tribunal. Não use o Windows para mais nada (se preza pela sua segurança, logicamente).

Obs.: para mim, o procedimento nunca funcionou utilizando o VirtualBox, porque ele não consegue capturar o token, o que o VMWare Player faz, e de forma absolutamente tranquila.

By: Alexandre Cantini | February 26, 2015

É possível instalar o Java 9 no Ubuntu via PPA. No entanto, trata-se de um "early release" e, portanto, não recomendado para máquinas de produção, eis que, ainda no estágios iniciais de desenvolvimento, está todo bugado. A versão estável está prevista para 2016.

Por isso é que não vou ensinar como instalá-lo. Se, no entanto, você se sentir aventureiro, siga este link.

Category: Linux 

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