By: Alexandre Cantini | April 18, 2016

Nascemos todos iguais e plenos de direitos, porém, para vivermos em sociedade, nos provamos de parte de nossos direitos inatos e o conferimos a um ente soberano para que mantenha a paz social e, em nosso Estado Democrático de Direito, para que cumpra os objetivos elencados pelo povo – o detentor do poder original e último – no artigo 3º de nossa Constituição.


De quatro em quatro anos renovamos esse contrato conferindo, por meio do voto, legitimidade a que alguém ocupe o cargo de chefe de Estado e de Governo, para que cumpra esta missão em nosso nome.


Se este indivíduo desvirtuar esta missão, usar o Estado para seus interesses egoísticos, existe um mecanismo único constitucional, de extrema gravidade, que pode retirá-lo antecipadamente do cargo, o impedimento.


Se, por outro lado, este mandatário legítimo vier a ser apeado do poder por meios escusos, o governo que se instalar em seu lugar carecerá de legitimidade. Antes, na verdade, estará usurpando o poder do povo que, como tal, tem o direito de reclamá-lo de volta.


Testemunhamos um golpe de Estado hoje. Uma farsa dantesca capitaneada por canalhas que desvirtuaram um instrumento constitucional legítimo para provocar um ato ilegítimo. É de se destacar que as acusações eram tão estapafúrdias que nenhum dos farsantes as evocou ao fundamentar sua decisão.


Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe de Estado.


Golpe de Estado é usurpação violenta do poder do povo, manifesto em decisão democrática, pelo voto.


A usurpação do poder emanado pelo povo resulta em um governo ilegítimo.


O povo, enquanto detentor primeiro e último do poder, não deve obediência ou fidelidade a um governo ilegítimo, e deve usar de todos os meios disponíveis para tomar de volta o poder que lhe foi usurpado.


O povo tem o poder. O povo tem o direito.


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