By: Alexandre Cantini | January 19, 2017

Um servidor-Web nada mais é que um computador dotado de programas que lhe permitem hospedar um site e, conectado à Internet, disponibilizá-lo para que outras pessoas, digitando um endereço-web, possam acessar seu conteúdo. Isso quer dizer que, em tese, qualquer computador pode hospedar um site e, conectado à Rede, permitir que outros o acessem.


Mas, por que alguém instalaria em servidor em sua própria casa?


Servidores para desenvolvimento - talvez, a resposta mais comum seja que alguém deseje desenvolver sites dinâmicos e aplicações-web em casa, antes de subi-los para um servidor profissional. Neste caso, basta instalar o LAMP – e se quiser, algum CMS - e começar a desenvolver.


Sites caseiros ou compartilhamento de serviços caseiros, como OwnCloud e PLEX, na rede - outra hipótese é utilizar o próprio computador, em casa ou no escritório, para disponibilizar um site na Rede, sem utilizar os serviços de um servidor profissional. Essa hipótese é mais complexa que a anterior, porque envolve uma série de outros passos, todos envolvendo a, e necessários à, abertura do IP da máquina para que seja visualizada na Rede: ferramentas de compartilhamento de IP, sincronismo de data e, no mínimo, um firewall.


Servidor profissional - ou o sujeito pode estar iniciando um servidor-web profissional. Aí a coisa fica realmente séria e, além das ferramentas citadas acima, todo um conjunto de sistemas de segurança e ferramentas adicionais têm que ser incluídas: criptografia, servidor de e-mail e correspondentes anti-spam, anti-spyware e antivírus, FTP e chat, interface-web de controle para administrador e clientes e muito mais. Dá trabalho, mas é factível.


Após alguns dias de experimentação, consegui compilar um conjunto de tutoriais, no estilo "copie e cole" os comandos, para a instalação de um servidor-web, com resolução de nome de domínio, em um Raspberry PI rodando o Ubuntu Server 16.04 e, de quebra, uma instalação do Wordpress com o módulo MutiSite habilitado.


É claro que, à exceção do modo de instalação do sistema no disco, todo o tutorial vale para qualquer sistema derivado do Ubuntu, rodando em um computador diferente do Raspberry PI, aqui utilizado por conveniência.


By: Alexandre Cantini | March 22, 2015

A digitalização dos procedimentos da Justiça traz a perspectiva de maior celeridade na tramitação dos processos, o que é uma coisa boa. O acesso aos autos digitais agiliza e facilita sua manipulação.

É verdade que a extensa maioria dos advogados utiliza Windows em seus escritórios, o que é incrível, pois é de se supor que as informações contidas em seus computadores sejam sensíveis. Ainda assim, há aqueles poucos que, atentos à importância da segurança telemática, preferem utilizar alguma distribuição Linux.

Ocorre que apenas uma empresa – Valid Certificadora – disponibiliza drivers dos tokens para Linux e, como se isso não bastasse, nenhum Tribunal desenvolveu, até agora, assinadores de documentos que funcionem em sistema operacional diferente do Windows.

Até recentemente, era impossível navegar pelos sites da Justiça usando Linux, porque os tokens não funcionavam neste sistema. Preparei um tutorial para resolver esse problema, usando pacotes livres e a versão para Linux do programa de administração do token, disponibilizado pela Valid Certificadora. Clique aqui para seguí-lo.

Já no que concerne aos assinadores de PDF, por enquanto é necessário utilizar uma gambiarra: é preciso instalar o VMWare Player e, nele, rodar uma máquina virtual do Windows, no qual o token pode ser instalado seguindo o procedimento descrito no site do convênio com a OAB. Em seguida, basta baixar o programa Assinador Livre da página do TJRJ e instalá-lo.

Atenção: uma vez instalada a máquina virtual, faça todo seu trabalho no Linux e apenas a acione para assinar os PDFs, usando o Assinador Livre. Em seguida, retorne ao Linux para peticionar no site do Tribunal. Não use o Windows para mais nada (se preza pela sua segurança, logicamente).

Obs.: para mim, o procedimento nunca funcionou utilizando o VirtualBox, porque ele não consegue capturar o token, o que o VMWare Player faz, e de forma absolutamente tranquila.

By: Alexandre Cantini | February 03, 2015

Tenho brincado bastante com o Scribus nos últimos dias, e acabei ficar sabendo de uma grande atualização que, entre outras coisas, introduziu melhorias de usabilidade e um novo conjunto de ícones, além de melhorias sob o capô, como na ferramenta de exportação de PDF, geração de códigos de barras e nos perfis de cor.


A nova versão do Scribus estará à disposição para download dos repositórios do Ubuntu em abril, junto da versão 15.04 do sistema, mas se você quiser se adiantar e conhecê-la, basta instalá-la via PPA. Rode os seguintes comandos no Terminal (Ctrl+Alt+T):


sudo add-apt-repository -y ppa:ubuntuhandbook1/ppa 


sudo apt-get update 


Se você já tiver o Scribus instalado no sistema, após seguir os passos acima, rode o seguinte comando para atualizá-lo:


sudo apt-get upgrade 


Se você ainda não possui o Scribus em seu sistema, após rodar os dois primeiros comandos acima, rode o seguinte para instalá-lo:


sudo apt-get install scribus

Category: Scribus 

Tags: Dicas, Notícias, Instalação 

By: Alexandre Cantini | January 30, 2015

Nunca consegui achar um tutorial ilustrado de instalação do Ubuntu que cobrisse  a opção de particionamento manual, seja para a instalação em dual boot, seja para a instalação no disco inteiro, substituindo o sistema presente no computador.


Por isso, e porque volta e meio me vejo obrigado a indicar tutoriais (que pecam pela ausência citada) a amigos e alunos, resolvi criar meu próprio tutorial, que se cobre tais aspectos, com certeza será omisso em outros. Críticas pela página de contato são muito bem vindas.


Tutorial de instalação do Ubuntu 14.10

Category: Linux 

Tags: Ubuntu, Tutorial, Instalação