Instalando um sistema no Raspberry PI e configurações iniciais

Atualizado para o Ubuntu Mate 16.04.2

 
Introdução

O Raspberry PI é um microcomputador britânico em uma placa integrada, do tamanho de um cartão de crédito, baseado no sistema SoC, com arquitetura ARM, vendido (lá fora) por valores em torno de US$ 35,00. Sua versão 2 modelo B, utilizada nesta série de tutoriais, vem com um processador ARM Cortex-A7 de 900MHz, com 1 GB de RAM. Assim, seu baixo custo, pequeno tamanho e grande capacidade de processamento o torna a ferramenta ideal para um sem número de aplicações, motivo pelo qual vem sendo um sucesso de vendas, a ponto de provocar a fabricação de um sem número de concorrentes, um dos quais, o Banana PI, em breve será fabricado no Brasil.


O que segue é uma śerie de um tutoriais que englobam a instalação de um sistema operacional no Raspberry Pi e algumas aplicações interessantes e mundanas.


Nem de longe o uso pretendido por estes programas é inovador; a ideia é criar um servidor de arquivos e de mídia de baixo custo e consumo de energia para sua casa. Para aplicações mais interessantes, procure por projetos presentes na Web, tais como esses, esses, esses e esses.


Instalação:

Há vários sistemas operacionais baseados em Linux para o Raspberry PI. Sinceramente, o que mais gostaria de experimentar é o Ubuntu Snappy Core, só que nem sou programador, nem tenho tempo para me dedicar a aprender seu funcionamento, ou como desenvolver para ele.


Recomendo, pela facilidade de uso, um dos seguintes três sistemas:

- Ubuntu-Mate para Raspberry Pi, disponível em: https://ubuntu-mate.org/download/
- Raspbian (Debian para Raspberry Pi), disponível em: https://www.raspberrypi.org/downloads/raspbian/
- PiPplware (distro portuguesa otimizada, derivada do Raspbian), disponível em: http://pipplware.pplware.pt/downloads/

Nos tutoriais a seguir, será utilizado o Ubuntu-Mate 16.04 LTS.

Feito o download do sistema, descompacte o arquivo com o comando a seguir, e o coloque na sua pasta home:


unxz ubuntu-mate-16.04.2-desktop-armhf-raspberry-pi.img.xz


Para transferir a imagem para o cartão microSD, será utilizado o comando ddrescue. Ocorre que seu pacote, por padrão, não vem instalado. Sendo assim, comece rodando, no Terminal (Ctrl+Alt+T), o seguinte comando:


sudo apt-get install gddrescue


Em seguida, com o chip MicroSD montado em seu computador, será necessário rodar um comando como "sudo ddrescue -d -D --force ubuntuXXXX.img /dev/sdX", substituindo  o final, "sdX", pela letra correspondente ao microSD. Para certificar-se de qual letra lhe foi atribuída, digite o seguinte comando no Terminal:

lsblk

Estude o gráfico com atenção e descubra a letra raiz. No meu caso, é "b". Lembre-se, também, de usar o nome correto da imagem do sistema. No meu caso, o comando ficou assim:


sudo ddrescue -d -D --force ubuntu-mate-16.04.2-desktop-armhf-raspberry-pi.img /dev/sdb


O processo leva um tempinho. Se der erro:

1) rode o comando novamente, novamente e novamente, até que ele vá até o final do disco. Funciona comigo;
2) formate o disco para NTFS. Funciona comigo;
3) formate o disco para FAT32 (sugestão da Web).

Após concluída a transferência, já é possível dar o boot no Raspberry PI.

Redimensionando a partição do sistema:

Desde a versão 16.04.2 do Ubuntu Mate para Raspberry PI, a partição do sistema é redimensionada para ocupar todo o micro SD no primeiro boot.

 

 

a) Com o auxílio de uma ferramenta gráfica:
De todo modo, existe uma ferramenta gráfica que pode ser utilizada para emitir o comando para o redimensionamento. Para acessá-la, digite o seguinte no Terminal (Ctrl+Alt+T, como no Ubuntu desktop):

sudo raspi-config

Na interface que se abre, navegue com as setas até a opção 5 (Advanced Options) e pressione enter.

No submenu, escolha a primeira opção (A1 Expand Filesystem). Pressione enter.

b) Com linha de comando:
Para redimensionar o disco do sistema sem utilizar a ferramenta gráfica, rode os seguintes comandos no Terminal:

sudo fdisk /dev/mmcblk0

Apague a segunda partição respondendo às perguntas com: "d", e depois: "2". Em seguida, recrie a partição com as opções padrão: n, p, 2, enter, enter. Depois, escreva para o disco e saia (w).

Reinicie o sistema.

Assim que o sistema tiver terminado de carregar, abra o Terminal e digite o comando, para terminar o redimensionamento da partição:

sudo resize2fs /dev/mmcblk0p2

Criando a área de swap:

Não existe área de swap por padrão. Para criá-la, tendo sobrado no mínimo 4 Gb livres no microSD, digite:


sudo apt-get install dphys-swapfile

Configurações iniciais:

Para as configurações iniciais do sistema, é possível utilizar os tutoriais de pós instalçao do Ubuntu, no que for pertinente:

a) http://www.guicolandia.net/tutorial-de-pós-instalação-do-ubuntu.html;
b) http://www.guicolandia.net/como-deixar-seu-ubuntu-mais-rápido.html.

Em seguida, configure seus HDs externos para que sejam carregados automaticamente no boot, utilizando este tutorial:

http://www.guicolandia.net/como-montar-automaticamente-um-hd-externo.html

Ativando e desativando a interface gráfica

Talvez a forma mais prática de se trabalhar com o Raspberry PI seja controlando-o a partir de outro computador, pela rede, no Terminal, utilizando o padrão SSH (como será visto no próximo tutorial).


Ao se optar por tal solução, não faz sentido manter a interface gráfica do sistema ativa, desnecessariamente consumindo recursos. Pensando nisso, os desenvolvedores criaram uma pequena aplicação, chamada "graphical".


Para desabilitar a interface gráfica, basta rodar o seguinte comando no Terminal (ctrl+T):


sudo raspi-config


Na interface que se abre, navegue com as setas até a opção 2 (Boot Options) e pressione enter.

No submenu, escolha a primeira opção (B1 Desktop / CLI). Pressione enter. Após o próximo boot, o sistema não carregará a interface gráfica.


Para voltar para a interface gráfica, na interface de linha de comando digite novamente:


sudo raspi-config


E siga os mesmos passos utilizados para sair da interface gráfica.

Considerações finais:

Ao final deste tutorial, você possui um miniPC rodando uma versão completamente funcional do Ubuntu Mate. Não deixe de verificar os tutoriais seguintes.