Materiais alternativos

Primer Acrilex:
 

Fazer plastimodelismo no Brasil implica em vultoso investimento, pois tudo é importado: tintas, colas e kits. Por isso, sempre é bom conhecer materiais alternativos aos importados, que possam oferecer um resultado satisfatório.

Barato e à base d'água, aceita tinta acrílica fosca para a preparação da base de pintura em cores diferentes do branco.

Diluição para aerógrafo: 4 partes de Vidrex para 1 parte de primer, ou 2 partes de Vidrex, para 1 parte de primer e 2 de Álcool Isopropílico.

Onde comprar:

Na maior parte das papelarias. No Rio de Janeiro, em particular, na Casa Cruz, Rua Ramalho Ortigão, 26, Centro, na Caçula, Rua da Alfândega, 318 e na Jou Jou do Barrashopping.


Tinta acrílica Acrilex:

Tinta acrílica fosca para artesanato: 

É possível obter excelentes resultados com a barata tinta acrílica fosca Acrilex para artesanato. O problema é que ela é muito grossa e fica difícil alcançar a melhor diluição. O ideal parece ser utilizar Vidrex (tanto o que contém álcool isopropílico na formulação, difícil de encontrar no mercado, quanto os demais).


Vivo encontrando referências ao emprego de álcool isopropílico, que pode ser adquirido pela Internet de fornecedores de insumos para gráfica ou copiadoras, como a Jades Insumos, mas, em meus testes, o produto talhou a tinta, tornando a mistura imprestável.


Após consultas a fóruns de modelismo, onde me deparei com vários depoimentos corroborando minha experiência, encontrei, como sugestão de solução, diluir a tinta com uma solução 1:1 de Vidrex e álcool isopropílico, adicionando, primeiro, o Vidrex.


De fato, tal mistura permitiu a diluição da tinta sem que ela talhasse, mas formou uma nata no copo do aerógrafo que, se fosse sugada, entupiria o equipamento.


O objetivo de se utilizar o isopropanol é acelerar a secagem da tinta aspergida, vez que quase não há água em sua composição. No entanto, a dificuldade de seu manuseio e sua alta toxicidade não me parecem compensar os eventuais benefícios, especialmente diante da possibilidade de se utilizar o Vidrex, que cumpre muito bem seu papel. De todo modo, empreenderei novos testes, especialmente com a tinta Nature Colors e atualizarei este artigo.


O Vidrex possui em sua composição um elemento responsável pelo rompimento da tensão superficial, dispensando a adição de gotas de detergente à mistura. 


A revista Fine Scale Modeler recomenda, ainda, a adição de um retardante acrílico, como o Medium Acrílico, da Acrilex. Não gostei do resultado quando o testei com esta tinta. O grande problema dela é a baixa aderência ao plástico. Adicionar um retardante não ajuda. É claro que o artigo da Fine Scale Modeler não se referia às tintas Acrilex. Quem sabe com outra tinta esta recomendação seja mais bem vinda.

Tinta acrílica fosca Acrilex - coleção Nature Colors:

A tinta Acrilex para artesanato, além de muito grossa, não tem boa aderência ao plástico. Assim, apesar do resultado obtido poder ser muito bom, é preciso cuidado ao usá-la, especialmente guardar uma distância maior entre o aerógrafo e o modelo, o que limita sobremaneira a possibilidade de utilizá-lo para pequenos detalhes. 


Após algumas consultas na Internet, me deparei com várias pessoas, em fóruns, tecendo loas à Acrilex Nature Colors, inclusive, os mais entusiasmados, comparando-a a marcas importadas, próprias para plastimodelismo.


Exageros à parte, a tinta, vendida em potes de 60 ml, já vem bem mais diluída (precisa de mais diluição para adequá-la ao aerógrafo), possui pigmentos mais finos e melhor aderência.


Nos testes que realizei, funcionou maravilhosamente bem, mesmo quando aspergida de perto, mostrando ótima aderência, mesmo na superfície sem primer.


Onde comprar:

Esta tinta é mais chata de ser encontrada. É possível encomendá-la, pela Internet, da Casa da Arte, que a vende bem baratinho.


 
Cores metálicas - esmalte Vitral Acrilex:

Uma boa opção para cores metálicas é o esmalte Vitral Acrilex, à base de solvente, que pode ser diluído com Ecosolv. Lembram muito as antigas tintas Revell, vendidas nos anos 80 no Brasil.


Podem ser utilizadas no aerógrafo, se o ambiente estiver muito bem ventilado, pois os vapores petroquímicos são altamente tóxicos.


Deve-se empreender uma rigorosa limpeza do equipamento logo após sua utilização com esta tinta, e isso envolve aumentar a pressão de saída e aspergir Ecosolv puro, para eliminar todos os resíduos e evitar o entupimento. Continue a limpeza com Vidrex, seguida por água.


Se as peças forem pequenas, talvez não compense o risco de entupir o airbrush. Dilua a tinta em um godê, com Ecolsov, e pinte com um pincel macio.


Putty de Durepox:

Material necessário:
Durepox e hidratante em pasta. 


Preparação da massa:
Misture as duas bases de Durepox em partes iguais e vá adicionando o hidratante aos poucos, até que a mistura fique bem macia. O ponto para o manuseio fica ao gosto do freguês. 


Aplicação:
IMPORTANTE: antes de aplicar a mistura ao modelo, lave bem as mãos, para não lambrecá-lo de hidratante. 


Para aplicar a mistura nas fendas, utilize espátulas e palitos, da mesma forma que aplicaria a massa Putty tradicional. O nivelamento pode ser aperfeiçoado utilizando-se um cotonete úmido. Também é possível utilizar fita crepe como máscara, para balizar a aplicação da massa. 


O Durepox vai levar por volta de 4 horas para curar, de modo que há tempo de sobra para tirar as rebarbas que eventualmente podem ter preenchido recessos, com palitos de dentes. 


A massa, uma vez seca, também aceita acabamento com lixa e aplicação de primer e tinta.



Plasticard:

Trata-se de uma folha de estireno, fosca ou transparente, vendida em tamanhos que variam de 0,3 mm a 2,0 mm, dos quais os mais facilmente encontrados são: 0,5mm, 1,0mm e 2,0 mm. 


O Plasticard é utilizado para pequenos reparos, preenchimento e, mesmo, fabricação de peças do zero. Aceita muito bem as colas utilizadas em modelismo e pode ser dobrado em diferentes ângulos e raios de curvatura após ter sido cuidadosamente aquecido. 


Onde comprar:

Aí é que está, não faço ideia. Procurei nas casas de acrílico, na Rua dos Andradas, e nenhuma sequer conhece o material.


Photoetched com selos de alumínio de latas e potes de iogurte:

Folhas de cobre são usadas para acrescentar detalhes especialmente delicados aos modelos, que não poderiam ser moldados em plástico, como fivelas de cintos, e os próprios cintos. A maior parte dos kits, no entanto, não traz as folhas do material.


Uma versão baratinha, que pode ser utilizado para fazer tiras de tonéis, fitas de amarração, cintos de segurança e demais detalhes, é a tampa de alumínio utilizada para lacrar latas de alimentos, como leite em pó e Nescau, e potes de alguns iogurtes, como o Dano. 


Como usar:
Retire com cuidado a tampa. Alise as que tiverem textura com o auxílio de uma superfície plana, como a lateral de um cartão de crédito. Em seguida, corte no formato desejado com auxílio de estilete e régua.


Cuidado: já li algumas pessoas usando o lacre de garrafas de vinho para o mesmo propósito. Não faça isso. Elas são feitas de chumbo, metal altamente tóxico.